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terça-feira, 23 de julho de 2013

Fiat Surana

Hoje gostaria de postar o trabalho que foi meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Design da UFMG. Abaixo segue um breve memorial descritivo do carro e as imagens. Contei com ajuda do meu coorientador na modelagem 3D. O tema era um SUV familiar para o Brasil. O principal problema identificado nos SUVs que possuem a opção de 7 lugares foi: quando se leva mais gente dentro do carro, sobra menos espaço para suas respectivas malas, quando o lógico seria ter mais espaço para as malas já que mais gente leva mais bagagem.

NOME
O nome do SUV é Surana, que é uma corruptela da palavra indígena Suçuarana, que os índios usavam para denominar a onça parda. As características da suçuarana vão justamente ao encontro das do SUV aqui desenvolvido, que é um carro nacional, de médio porte e tem caráter aventureiro, podendo ser utilizado em locais de difícil acesso. A redução do nome de Suçuarana para Surana foi visando facilitar a leitura e memorização por parte dos usuários.



EXTERIOR
A Fiat Surana apresenta um visual agressivo, com linhas suaves, mas que ao mesmo tempo transmitem força. O pára-choque dianteiro traz um elegante aplique que imita a presença de um quebra-mato, sendo mais sofisticado e menos perigoso do que este. Ligeiramente acima, estão dois faróis de neblina finos e longos em formato alusivo aos caninos da suçuarana. As portas são de abertura suicida reversa, embora sejam pequenas, devido à ausência da coluna B, permitem amplo acesso ao interior. As maçanetas das portas se interligam e visualmente parecem ser apenas uma. O para-lama traseiro volumoso faz alusão ao músculo da coxa da onça. Na versão SUV, a Surana tem aproximadamente 4,30m de comprimento, 1,70m de altura e 2,00m de largura. 
O grande diferencial deste SUV é que ele se transforma em uma picape. Com o deslocamento do eixo traseiro, a Surana cresce uns 60cm no comprimento. Transformada em picape, ganha uma área de caçamba para permitir o transporte de objetos volumosos (malas, bicicletas, carrinhos de bebê, barracas, etc.).

Na traseira, as lanternas apresentam o mesmo formato longilíneo dos faróis dianteiros. A placa fica inserida na tampa do porta-malas, tem um formato que favorece sua abertura na versão picape.

MECÂNICA
Mecanicamente, a Fiat Surana contaria com um motor diesel Multijet 1.6 de 105cv e outros 4 elétricos (um em cada roda de aproximadamente 50cv cada). Sendo assim, o carro pode desenvolver até 305cv caso todos os motores funcionem conjuntamente. Esses motores nas rodas fazem do carro ser considerado um 4x4.. As baterias necessárias para os motores elétricos estão instaladas no assoalho e o gerador divide o espaço com o motor a gasolina no capô. O carro conta com câmbio automatizado Dualogic, oferecendo a possibilidade de trocas automáticas ou manuais, conforme o gosto do usuário.  

INTERIOR
O layout interno tem uma disposição 1-2-1-2. Essa formação só se torna viável pela ausência da coluna central, já que as portas terão abertura suicida reversa, facilitando o acesso a qualquer um dos 6 bancos. O motorista dirige na posição central, sendo favorecido com uma melhor visibilidade. Quanto a sua versatilidade, o interior deste SUV se assemelha à das vans, pois os demais bancos podem ser rebatidos, criando uma ampla área interna para transporte de carga. E eles também podem ser deslocados, de forma a propiciar um ambiente agradável de interação entre os passageiros, como a sala de estar de uma casa (ver sequência de imagens a seguir). 





Sei que tenho algumas coisas a evoluir ainda mas o resultado no fim foi satisfatório, deu pra ser aprovado na disciplina. E aí, o que acharam da proposta?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Spider 1+1

Boa tarde amigos,
A primeira postagem do mês de Outubro é de um trabalho da faculdade. O projeto é de um esportivo conversível de 2 lugares movido a células de hidrogênio, mais detalhes vocês conferem a seguir.

O nome “Spider” foi escolhido porque sua forma foi inspirada numa aranha e também por ser a nomenclatura que geralmente é usada nas versões conversíveis de alguns carros (essa nomenclatura originou-se de quando os carros de corrida antigamente eram todos conversíveis e os americanos batizaram-nos de speeder – ou velocista – na Itália, para se manter a pronúncia ficou spider, versão esta que se popularizou na Europa e que muitos usam até hoje para chamar seus conversíveis). O “1+1” faz alusão ao posicionamento dos assentos no carro, um atrás do outro - lembrando um pouco a moto - e não lado como é mais comum.

Feito para as pessoas que apreciam rodar de carro com o vento no rosto, o Spider 1+1 é ágil, leve, esportivo e seguro, tudo isso proporcionando bastante diversão ao dirigir. Ele é movido a células de hidrogênio, sendo assim também amigo do meio ambiente.

Sistema de recolhimento do teto rígido
A leveza da carroceria do Spider é a grande responsável pelo relativo baixo peso do carro. Ela foi obtida utilizando uma estrutura de compósito de alumínio com fibra de carbono. O compósito basicamente consiste de um “sanduíche”, em que as matrizes de alumínio em formato de colmeia são impregnadas por resina e fibra de carbono e curadas em uma autoclave, sob elevados regimes de temperatura e pressão, por algumas horas. A estrutura formada é bastante rígida, sendo ideal para evitar a torção de carroceria que os conversíveis geralmente têm. Como seus bancos são posicionados um atrás do outro, a carroceria é mais bem estreita que o convencional, ajudando na agilidade do modelo.

Além disso, o Spider 1+1 passa a imagem dessa leveza toda em sua forma, com suas rodas vazadas e projetadas para fora da carroceria como se fossem as patas de uma aranha. Suas linhas agressivas formam um visual esportivo bastante apreciado pelos jovens. Os elementos que reforçam essa imagem esportiva são  a grade dianteira, a saída de ar na lateral do carro – pouco a frente da porta -, as saídas de ar na traseira e os faróis escurecidos. Os faróis, a propósito, são a laser, proporcionando uma iluminação muito mais eficiente. As lanternas traseiras são formadas na verdade por cinco “gomos” que remetem aos olhos do aracnídeo que foi serviu de inspiração. O teto é rígido e rebatível, algo indispensável para reforçar a imagem de segurança nesse tipo de carro que o público tanto pede.

Traseira com lanternas inspiradas em olhos de aranha
O esportivo é movido a células de hidrogênio e oxigênio. Estas células convertem estes dois elementos em água e geram eletricidade enquanto fazem isso. O resultado é um veículo que ao rodar emite nenhum gás causador do efeito estufa.

O Spider 1+1 nasceu para ser quase um meio-termo entre uma moto e um carro. Sendo muito mais seguro que o primeiro e mais ágil que o segundo. Unindo o modo de guiar dos dois modelos.
A baixa altura em relação ao solo ajuda num guiar muito mais esportivo, pois o motorista “sente” mais os o carro nas mãos, resultando num rodar seguro. O visual diferenciado é bastante chamativo, o que agrada especialmente os jovens, que são o público deste modelo.